Eis o 10º Parafuso que foi um pouco complicado. Muita coisa junta!
I. Ao clicarmos em http://www.futuremelbourne.com.au estamos perante um sítio que prima pela objectividade da informação que divulga e pela forma clara de como a transmite. Este é o resultado final da utilização da ferramenta wiki, http://www.futuremelbourne.com.au/wiki/view/FMPlan na qual, pelas suas características específicas, muitos puderam, através das suas ideias, propostas e debates contribuir para um objectivo final comum: a construção, melhoria e simplicidade de actuação entre os serviços públicos e as populações. A aproximação do cidadão às instituições públicas que existem para o servir. Dentro do referido sítio encontramos um vasto conjunto de serviços e informação, que devidamente estruturados, de uma forma clara, estão interligados permitindo uma navegação simples e objectiva.
É que nós, DGLB, também estamos a promover, no âmbito das actividades de dinamização da escrita e da leitura, um concurso sobre o mesmo tema junto dos estabelecimentos prisionais. Engraçado não é?
II. No caso de http://govitwiki.com, estamos perante um sítio que utiliza a ferramenta Wiki destinado à comunidade de tecnologia de informação do governo, nos EUA. Ao contrário do anterior que é o resultado final da utilização da Wiki durante um determinado período de tempo, no qual muitos participaram e depois se fechou a edição, este mantêm-se aberto e em permanente mutação. É uma ferramenta útil aos seus inúmeros utilizadores pois permite uma actualização e divulgação permanentes da informação disponibilizada sobre o tema. Como a própria Wiki informa: “The GovITwiki was started over the summer of 2007 as a place for a small group of people to organize information related to government technology. The user base, and content, slowly grew. The user base spiked significantly in October, 2007, and a decision was made to officially launch the site.
The Site was started by Sprocket. Bob Thompson was recruited to be the acting site director and spokesperson.”
III. Na Califórnia, o governo resolveu criar uma Wiki destinada aos funcionários do Estado com o objectivo de melhorar a acção deste junto das populações. Assim, todos os agentes do Estado são convidados a participar, o que permite a partilha de informação e do conhecimento e uma maior coordenação de acções a definir e realizar. Poderá ser consultada em:
IV. Já o Sr. Saad Mazloum que é Promotor de Justiça do Património Público e Social da Capital (São Paulo) - membro do Ministério Público do Estado de São Paulo/Brasil resolveu criar em 2007 a http://wikilegal.wiki.br/ destinada aos seus colegas de profissão para partilhar ”pensamentos, experiências e análises dos Membros dos Ministérios Públicos do Brasil” visando o debate e confronto de ideias. Infelizmente os seus colegas de profissão não aderiram à iniciativa e não participaram. Após três anos, em 2010, o autor concluiu que não valia a pena continuar nos moldes existentes e resolveu conforme nos diz, transformar o sítio num:
“glossário de termos jurídicos, além de reunir textos e artigos sobre questões voltadas aos diversos ramos do Direito, cujo conteúdo será, sempre e em todos os casos, de minha autoria”. “O WikiLegal é uma ferramenta denominada Wiki, significando que qualquer pessoa poderia, em princípio, editar qualquer página imediatamente. No entanto, considerando a nova proposta deste projecto, que é compartilhar o conhecimento amealhado no Ministério Público do Estado de São Paulo, a edição está sendo feita exclusivamente por mim.” Isto não quer dizer que não seja positivo consultar esta página e encontrar artigos interessantes. O único senão é que…, somente existirão textos do mesmo autor.
Ou seja utilizar a Wiki, nem sempre é sinal de sucesso! (e aqui “sucesso” é uma palavra muito relativa!). Um conjunto de factores condiciona a sua existência, que passa pelo tema, o tempo, o local, a apresentação, etc.
V. Numa análise rápida (conforme é pedido) ao que se passa nas empresas privadas quanto à utilização das ferramentas sociais a nível da gestão do conhecimento promovido pelo evento Organização 2.0, e que poderá ser visto em http://organizacao20.com/, transcrevo um excerto da comunicação de Ana Neves (sócia-gerente da Knowman):
“Com base nas respostas de 255 organizações a um inquérito online, conseguimos criar uma imagem que, apesar de muito possivelmente desviada da realidade pela positiva, ainda revela um longo caminho a percorrer.
Uma das principais observações é que ainda existem poucas organizações (19,09% das que responderam) a apostar na gestão de conhecimento de forma estratégica, isto é, através da nomeação de um responsável e da definição de uma estratégia específica.
A introdução de ferramentas e a realização de actividades de gestão do conhecimento facilitam a criação, o acesso, a partilha, a utilização, etc. de conhecimento e informação. Não será, por isso, de estranhar que muitas organizações recorram a diferentes ferramentas e actividades para gerar benefícios organizacionais na área do conhecimento e da aprendizagem.
Este estudo permitiu-me perceber que, apesar de ainda não ser muito expressivo, há um número razoável de organizações a recorrer a ferramentas sociais (blogues, wikis, social bookmarking, etc.) no apoio à gestão de conhecimento (organização 2.0). Sem surpresa, as actividades de gestão de conhecimento mais populares são as reuniões de avaliação e reflexão de projecto e as intranets são a ferramenta mais usada.
Analisando os benefícios indicados pelos respondentes, realço o maior e melhor aproveitamento do conhecimento existente (85% das empresas que responderam) e a optimização de processos (73%). É interessante ver que, apesar de ainda não haver muita preocupação estratégica com a gestão de conhecimento, as organizações reconhecem não estar a tirar o máximo partido do seu conhecimento.
Esta aparente dissonância pode ser justificada com o facto de 57% das organizações considerarem que têm pouca experiência e conhecimento na área da gestão de conhecimento. “
Ufa! Este Parafuso foi muito “cansativo” com muita matéria teórica.
E eu acabada de chegar de férias e ainda sem as “forças” no máximo.